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segunda-feira, 1 de junho de 2015

TAG: "The Goth TAG"

Há algum tempinho atrás eu havia visto em vários blogs essa TAG e ela havia me despertado bastante interesse quanto em respondê-la. Contudo, não havia achado ainda uma tradução, já que ela é originalmente em Inglês, e por isso meio que deixei a idéia pra-lá. Esses dias eu me deparei de novo com ela, e resolvi deixar de preguiça e traduzir (e adaptar, é claro) as perguntas para a nossa língua. Então, vamos às perguntas...?

1- A quanto tempo você é gótico?
Antes de qualquer coisa, eu já comentei algumas (diversas) vezes que essa é uma questão bem sutil pra mim, e que não, eu não me considero uma "gótica" rotulada e propriamente dita. Os que acompanham o Inexplicited já devem ter reparado na grande variedade de subculturas "obscuras" e estilos que o blog abrange-Isso tudo faz parte do meu gosto pessoal, que é igualmente variado. O meu estilo pessoal é só um reflexo direto de todos os meus gostos, sejam eles musicais, literários, e etc. Mas no geral eu me considero sim, parte da subcultura gótica e suas vertentes, e isso há alguns (vários) anos.
Provavelmente essa história toda de identificação com a subcultura vem desde a minha infância, mas lembro que foi com 8-9 anos que eu comecei a pesquisar mais sobre tudo isso e me interessar de fato.

2- Como você foi apresentada à subcultura gótica?
Em vários momentos da minha infância eu fui exposta à ela, mesmo sem saber muito bem o que tudo aquilo se tratava, rs. Lembro de quando eu era bem pequena, eu morava num condomínio onde tinham alguns adolescentes que se vestiam de preto e sempre saíam em grupo à noite. O que dispertava e muito a minha curiosidade por ser algo tão diferente. Eles também davam festas cheias de "neon"e música eletrônica e eu vivia perguntando a minha mãe do que se tratava. Ela respondia um pouco horrorizada, meio com medo, meio sem saber: "-São darks, filha." O que me deixava mais curiosa ainda. Fora isso, estávamos no início dos anos 2000, quando a subcultura ficou em evidência aqui no Brasil, em meio à várias outras (emos, grunges, rivetheads, clubbers, etc.) que também participaram nesse "boom" de tribos.

3- Qual subgênero do gótico você se encaixa?
Depende do meu humor... Em termos de vestuário eu diria que é uma mistura de gothic metal, com industrial/rivethead, um pouco do tradicional e do fetichista. Já em termos musicais e de gosto em geral não nego ser uma grande fan do que os cybergoths escutam; ouço EBM e várias outras vertentes de dark eletro e industrial. Fora o gothic metal, música clássica, post-punk e gothic rock. Também adoro metal extremo e várias outras coisas fora do gótico.

4- O que você acredita ser a base da subcultura?
A música, vestuário, literatura, filmes e ideais no geral. Acho que ser gótico é mais um estilo de vida, mais do que só usar roupas pretas e maquiagem escura. E também acho babaquice de alguns elitistas querer julgar uns "mais góticos que outros"; Cada um é o que se identifica com, e ponto final.

5- O que você não gosta em ser gótico?
É um pouco chato não ter muita gente que entende do que você gosta, ou até mesmo ter pessoas com quem possa conversar sobre. Também é chata a parte do preconceito, e de sempre tentarem lhe julgar pela aparência. Isso com o tempo você aprende a lidar, mas esse vai sempre ser o preço de ser excêntrico e ser diferente.

6- O que os seus pais acham disso tudo?
Isso é meio complicado, rs. Sei lá, não é como se eles fossem contra, mas, como todos os outros, provavelmente prefeririam ter uma filha menos diferente talvez. Gostando ou não, eles sabem que eu não iria mudar.

7- Sobrancelhas, ou sem sobrancelhas?
Recentemente sem. Eu sempre achei legal o fato de poder desenhar a sobrancelha como eu bem quisesse, e resolvi tentar.. Não é como se eu odiasse a minha natural, só queria experimentar tê-las raspadas, afinal acho muito bonito. Tenho um post falando mais sobre isso aqui.

8- Qual a sua banda favorita?
Não é bem "gótica"na verdade, mas, quem liga; Type O Negative é a minha resposta, definitivamente. (eu como grande fan de doom metal, tenho que honrar o estilo kkk)
Coisas góticas de fato, adoro o London After Midnight, The Sisters of Mercy, mas talvez o que eu mais escute sejam coisas do tipo Blutengel, Suicide Commando, Alien Vampires, Aesthetic Perfection, etc.

9- Sua opnião sobre Marilyn Manson?
Eu gosto dele, embora muita gente o odeie. Não vejo nada de errado na música dele, eu gosto. Também não entendo porque as pessoas o levam tão a sério se nem ele se leva a sério kkk. Ele é apenas uma pessoa excêntrica fazendo o que quer fazer, deixem o cara. Fora isso ele é inteligente e estiloso. O problema talvez sejam os fans dele, mas isso não vem ao caso.

10- Como foram os seus dias de "baby bat"?
Quem nunca teve aquela época trevosa que ia de lápis preto e bracelete do Lacrimosa pra escola que atire a primeira pedra! Fora isso eu me sentia um pouco solitária por não ter mais gente "esquisita" como eu ao redor, então eu ficava a maior parte do tempo ouvindo mp3 e desenhando pelos cantos, meio triste, rs.

(...) E quem também quiser responder a TAG fique à vontade, adoraria ler outras respostas! Peço que apenas lembrem de dar os créditos à minha tradução se possível.

Até a próxima,
Ariel

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Religião e preconceito

Já à algum tempo estava planejando-a, e, finalmente, aqui está a polêmica postagem sobre a minha "religião", crenças, filosofia, etc- E mais importante; o preconceito encrustado em relação a ela.

Se você me conhece, não é novidade o fato de eu ser uma grande fã de teologia em geral. Sempre adorei estudar sobre várias doutrinas religiosas, por mais diversas e antagônicas que sejam. Tenho vários livros sobre o assunto, desde à bíblia cristã à polêmica "Bíblia Satânica", e leio todos com muito carinho. Consequentemente, adoro ler/pesquisar sobre esoterismo, filosofia, e até mesmo alguns campos da história e sociologia. 
Nos anos que estudei numa escola de padre, tinha como matéria obrigatória Ensino Religioso, e eu achava as aulas interessantíssimas, mesmo ainda sendo pequena- Talvez venha daí o meu interesse por tudo isso.


Mas afinal, no que eu acredito?

Apesar de toda a influência cristã, sempre me considerei agnóstica/cientificista ao pé da letra- Basicamente eu não nego a possibilidade de existência do místico, do sobrenatural, contudo acredito na impossibilidade humana de provar a existência de tal.
Esse meu pensamento perdura até o presente, entretanto com os anos e estudos ele sofreu influências diversas.
A principal, foi fruto das obras do famoso filósofo Anton LaVey, meu favorito, e criador da polêmica Igreja de Satã, escritor da Biblia Satânica, dentre várias outras obras correlacionadas à esta.

-Para tudo- Agora você deve estar pensando que eu sou uma maluca psicopata que come criancinhas e bebe sangue. Estou errada?
Infelizmente, essa é a visão que a sociedade tem dessa filosofia, que na verdade, é uma ideologia extremamente nobre e embasada.
Geralmente nós levamos o preconceito de uma forma descontraída e bem-humorda, fazendo brincadeiras provocativas até, mas o Satanismo de fato, é uma religião- e infelizmente, uma das mais mais odiadas e repudiadas pela massa.

Aconselho vocês à lerem, basta superficialmente as obras relacionadas ao Satanismo de LaVey (pois existem outras doutrinas, não as confunda!) e seu preconceito certamente será erradicado.

No que consiste, resumidamente?

O satanismo de LaVey é, nada menos que a a valorização do indivídio (individualismo) como um culto ao seu próprio 'eu'. Satã, na realidade não é um ser material, e sim um arquétipo; um símbolo. Também é parte da doutrina satânica a auto-indulgência, e a valorização dos valores carnais e terrenos, inerentes à natureza humana, e a aplicação da "Lei de Talião", da famosa frase "olho por olho, dente por dente." do antigo Código de Hamurabi.

- Na bíblia satânica, encontrei compatibilidade com a minha concepção de moral, e a conformação e aceitação da minha natureza humana, imperfeita.

Tudo isso, não nega o meu caráter agnóstico, por contrário, serve até como afirmação.

Sobre o preconceito, infelizmente a Igreja se mantém viva e poderosa aos custos da demonização do diabo, pois uma vez que as pessoas o temem, "não saem da linha cristã", e não questionam. O que é reflexo nos dias atuais, pois até hoje isso acontece.

Não sou intolerante com nenhuma religião ou crença, sou totalmente aberta e amigável ao diálogo construtivo. Então porque a sociedade tem que me enxergar como malígna, como se eu fosse alguma espécie de "anti-cristo" ou coisa do tipo? Sabe, eu também tenho uma família, amigos, também tenho sentimentos, também amo, também odeio, sou uma pessoa exatamente como qualquer outra. Não faço "orgias em cemitérios", não queimo igrejas, não pratico magias ou coisas do tipo, assim como nenhum outro seguidor de LaVey- E o mais importante; sou humana, feita de água, carbono; animal, como todos vocês.

Espero ter esclarecido algumas dúvidas, (claro que não adentrei muito se não faria um post gigantesco que ninguém leria) e espero que isso possa ajudar alguma forma à minimizar a intolerância religiosa.

Até a próxima :) ,
Ariel

quinta-feira, 19 de março de 2015

TAG: Minha moda

A Vívien do Corp. Gótica Ltda. me indicou para responder a tag "Minha moda" do B-S/A- Demorei um pouco em relação às outras blogueiras, mas enfim, aqui estamos! Espero que gostem.


01.  Qual tipo de roupa você nunca usaria?
Acho que regatas/ribanas, principalmente brancas. É esquisito, mas eu tenho uma enorme aversão à elas.. Tenho o ombro um pouco largo e um busto cosiderável, me acho a coisa mais horrível do universo com uma dessas. Credo, nem pensar.

02.  Que tipo de roupa você ama usar?
Eu diria camisetas de banda, são muito práticas, frescas e estampam bem a minha personalidade. Também sou apaixonada por tecidos "estranhos" do visual fetichista, amo látex, PVC, Vinyl, Courino, etc.

03. Que estampa você menos gosta, ou não gosta?
Animal print ou então aquelas estampas meio hipster/natureba.

04. Já usou alguma coisa só por ter ganhado?
Esse é na verdade um grande defeito meu- Não consigo usar nada que eu não goste, nem que tenha sido presente. Geralmente os meus parentes ficam com raiva na hora de me presentear, confesso que sou muito chata de se agradar.

05. Tomara que caia é...
Algo que não uso muito. Tenho neura com os meus braços/ombro e fora isso também não me agrada muito.

06. Saia ou vestido?
Acho que vestido.. Mas depende! Também adoro saias midi, "skater", longas e uso bastante.

07. O que te dizem ser feio, mas você acha bonito?
Basicamente tudo o que eu uso hahaha (brincadeirinha). Os sapatos e botas de plataforma bem alta que eu uso, ou então batom preto.

08. O que seria uma roupa vulgar?
Na minha opnião seriam roupas específicas usadas com intensão óbvia e evidente de atrair "olhares maldosos" de cunho sexual. A vulgaridade não necessáriamente é uma peça, mas sim, como você a usa.
09. Quais são as quatro cores que você mais tem no guarda-roupas?
Preto, Vinho, Cinza e Branco.

10. Quais cores você não tem no guarda-roupas?Laranja, Rosa (só alguns tons pastel) e Amarelo. *Aliás, eu odeio amarelo* 

Beijo!
Ariel

quarta-feira, 11 de março de 2015

Sobre o mim, e o meu estilo

Hey, como estão? Então, hoje finalmente tive tempo de escrever por aqui, e organizar também os próximos posts. Essa semana eu tive a idéia de fazer uma postagem falando mais sobre o meu estilo, forma de se vestir, influências etc; coisas relacionadas ao meu "lifestyle" em geral. Eu achei que seria uma boa iniciativa pra vocês me conhecerem melhor, e entenderem o blog também, de uma forma geral, até porque sempre me perguntam sobre o meu "estilo/modo de se vestir"... Eis aqui a resposta! :)
Primeiramente, quero esclarecer que eu não me considero especificamente como parte de uma subcultura em especial, exclusivamente- Como vocês já devem ter percebido, eu não sou nem um pouco fã de rótulos, porque eu sempre gosto de misturar um pouco de cada traço da minha personalidade e expressar isso como um todo no meu modo de ser, portar, vestir etc. Falo isso porque sempre me incluem em algum rótulo, porque justamente não buscam conhecer a fundo; pra uns sou a típica "gótica", para outros, "metalhead/headbanger"ou até mesmo algo entre "alternativa"ou "dark", só por me vestir sempre com preto ou cores escuras, cabelos longuíssimos, pele pálida e ouvir música considerada "incomum". O que eu me considero? Me considero eu- na mais sólida representação da minha personalidade.

Falando sobre os meus gostos, desde muito pequena cresci ouvindo bastante música em casa; em especial Metal, que anos mais tarde se tornou uma das minhas grandes paixões- A minha infância influenciou muito nesse sentido, por que eu sempre fui acostumada a ouvir coisas "diferentes", e isso acabou gerando uma pequena "aversão"ao considerado comum ao longo dos meus anos de vida. Desde então eu sempre fui aquela pessoa do contra, realmente não é tarefa fácil conviver comigo kkk.
Falando de atualmente, continuo com o meu sangue metálico, adoro metal em seus mil estilos (principalmente o Doom, Death, Gothic, Black, Ambient, DSBM) e isso você pode perceber de cara pela playlist do blog- Mas também adoro EBM, eletrônica em diversas variações, Industrial, clássica, e várias outras coisas que vai até os clássicos do bom e velho "rock gótico".
Portanto, juntando essas influências musicais todas, e mais vários outros fatores (filmes, literatura, filosofia, arte..) temos o meu estilo final, que por sí próprio já é uma grande miscelânea. Misturo mesmo, sem mimimi desde gótico, visual fetichista, metal extremo, um pouco cyber/clubber, até medieval, vintage, steampunk e folk por exemplo.
Resolvi, afinal, criar o Inexplicited para que servisse de "cantinho de expressão", para que os curiosos possam entender mais sobre o que se passa na minha cabeça, e também para quem se identificar com o meu jeito encontrar algo útil e autêntico, que lhe sirva de inspiração e fonte, longe dos blogs de moda alternativa "fast fashion" que vemos por aí - Que na verdade, de alternativos não tem nada, afinal a grande maioria parece seguir uma bizarra espécie de fórmula imposta pela mídia do que é "ser diferente/se vestir diferente".

Então, basicamente é isso... Se quiserem saber um pouco mais sobre mim, tem uma breve descrição na página A Blogueira, onde eu conto mais um pouco sobre os meus gostos e a minha vida. Espero que esse post tenha sido útil e que tenha resolvido as perguntas de vocês.

Beijos,
Ariel