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domingo, 17 de maio de 2015

Mystic Fair 2015 + Mistérios Vampyricos

Como comentei no último post, ontem foi dia de Mystic Fair aqui no Rio, e aqui estão as prometidas fotos que eu tirei desse maravilhoso sábado esotérico.
Fui acompanhada do meu namorado e passamos uma ótima tarde em meio às palestras, cartomantes, e vários estandes de produtos das mais diversas crenças. Encontramos alguns amigos também. Não levei muito dinheiro à feira, pois como já disse anteriormente estou juntando para comprar a minha tão nescessitada câmera; mas mesmo com pouco consegui algumas coisas bem legais, e adorei as minhas comprinhas por lá.
 Eu e o anel maravilhoso que comprei por lá <3 - Eu e Artur (namorado) fomos vestidos à caráter representando as nossas religiosidades, e foi bem engraçado observar a reação das pessoas pela rua ao notarem as dezenas de pentagramas/Baphomets que carregávamos. kkk
 Alguns dos estandes expositores na feira
 Tanta coisa linda, dava vontade de comprar tudo...
Pausa pro frozen com o namorado <3
O mais aguardado ontem era a palestra Vampyrica do Lord. A, escritor do livro "Mysterios Vampíricos" e criador do portal Rede Vamp, que aborda temas como o Vampirismo Contemporâneo e a Cosmovisão Vampírica. Estávamos desde as 19h no anfiteatro guardando lugar e esperando dar a hora da palestra.
Antes de começar o Lord e a srta. Xendria nos comprimentaram e trocamos algumas idéias, eles são muito simpáticos pessoalmente e são pessoas ótimas de conversar. Essa era a primeira vez deles aqui no Rio e eles estavam muito interessados em conhecer a cena gótica/underground daqui. Pedi que realizassem por aqui também a Fangxtasy, uma festa gótica famosa que eles organizam sempre em SP, e sugeri também alguns lugares- E advinhem: hoje o Lord publicou na fanpage que a festa seria feita breve por aqui.
Lord A. 
Em sua palestra, ele desmistificou a visão do vampiro obsessor, contou sobre a origem do termo "Umppyr" e o contexto histórico do surgimento de toda essa filosofia; além de deixar um espaço para as perguntas mais frequentes sobre o dia-a-dia de um "vampiro".
Foto com o Lord 
Ao fim da palestra trocamos mais algumas idéias e contatos com eles, além é claro, da foto que não pode faltar kkk.
Olha eu ali no cantinho esquerdo, rs
Agora, indo ao que interessa (rs), as minhas comprinhas no evento...
 Me apaixonei por essa linda blusa medieval de uma loja cigana- O material dela é de ótima qualidade e é do tipo que fica bom com qualquer coisa.
 Quase surtei quando encontrei esse anel de Udjat (olho de Hórus) em "ouro envelhecido"...
Mais um Baphomet pra coleção- Dessa vez, em formato de anel.

 A minha primeira compra foi esse crucifixo grande em pedras vermelhas.. já estava namorando um deste à algum tempo.
Por fim (quando a grana já tinha ido embora) consegui esse pin/broche com os escritos "Leviatã" em latim, ao redor do pentagrama.

Também lembrei de fotografar o meu outfit na feira- Infelizmente as fotos ficaram bem ruins porque foram tiradas à noite, e a minha pele ficou estranhamente esverdeada com a luz verde que refletiu.
Não deu pra ver muito bem o Baphomet de Eliphas Levi da minha camiseta e nem os mil colares satânicos :(

Até a próxima,
Ariel

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Religião e preconceito

Já à algum tempo estava planejando-a, e, finalmente, aqui está a polêmica postagem sobre a minha "religião", crenças, filosofia, etc- E mais importante; o preconceito encrustado em relação a ela.

Se você me conhece, não é novidade o fato de eu ser uma grande fã de teologia em geral. Sempre adorei estudar sobre várias doutrinas religiosas, por mais diversas e antagônicas que sejam. Tenho vários livros sobre o assunto, desde à bíblia cristã à polêmica "Bíblia Satânica", e leio todos com muito carinho. Consequentemente, adoro ler/pesquisar sobre esoterismo, filosofia, e até mesmo alguns campos da história e sociologia. 
Nos anos que estudei numa escola de padre, tinha como matéria obrigatória Ensino Religioso, e eu achava as aulas interessantíssimas, mesmo ainda sendo pequena- Talvez venha daí o meu interesse por tudo isso.


Mas afinal, no que eu acredito?

Apesar de toda a influência cristã, sempre me considerei agnóstica/cientificista ao pé da letra- Basicamente eu não nego a possibilidade de existência do místico, do sobrenatural, contudo acredito na impossibilidade humana de provar a existência de tal.
Esse meu pensamento perdura até o presente, entretanto com os anos e estudos ele sofreu influências diversas.
A principal, foi fruto das obras do famoso filósofo Anton LaVey, meu favorito, e criador da polêmica Igreja de Satã, escritor da Biblia Satânica, dentre várias outras obras correlacionadas à esta.

-Para tudo- Agora você deve estar pensando que eu sou uma maluca psicopata que come criancinhas e bebe sangue. Estou errada?
Infelizmente, essa é a visão que a sociedade tem dessa filosofia, que na verdade, é uma ideologia extremamente nobre e embasada.
Geralmente nós levamos o preconceito de uma forma descontraída e bem-humorda, fazendo brincadeiras provocativas até, mas o Satanismo de fato, é uma religião- e infelizmente, uma das mais mais odiadas e repudiadas pela massa.

Aconselho vocês à lerem, basta superficialmente as obras relacionadas ao Satanismo de LaVey (pois existem outras doutrinas, não as confunda!) e seu preconceito certamente será erradicado.

No que consiste, resumidamente?

O satanismo de LaVey é, nada menos que a a valorização do indivídio (individualismo) como um culto ao seu próprio 'eu'. Satã, na realidade não é um ser material, e sim um arquétipo; um símbolo. Também é parte da doutrina satânica a auto-indulgência, e a valorização dos valores carnais e terrenos, inerentes à natureza humana, e a aplicação da "Lei de Talião", da famosa frase "olho por olho, dente por dente." do antigo Código de Hamurabi.

- Na bíblia satânica, encontrei compatibilidade com a minha concepção de moral, e a conformação e aceitação da minha natureza humana, imperfeita.

Tudo isso, não nega o meu caráter agnóstico, por contrário, serve até como afirmação.

Sobre o preconceito, infelizmente a Igreja se mantém viva e poderosa aos custos da demonização do diabo, pois uma vez que as pessoas o temem, "não saem da linha cristã", e não questionam. O que é reflexo nos dias atuais, pois até hoje isso acontece.

Não sou intolerante com nenhuma religião ou crença, sou totalmente aberta e amigável ao diálogo construtivo. Então porque a sociedade tem que me enxergar como malígna, como se eu fosse alguma espécie de "anti-cristo" ou coisa do tipo? Sabe, eu também tenho uma família, amigos, também tenho sentimentos, também amo, também odeio, sou uma pessoa exatamente como qualquer outra. Não faço "orgias em cemitérios", não queimo igrejas, não pratico magias ou coisas do tipo, assim como nenhum outro seguidor de LaVey- E o mais importante; sou humana, feita de água, carbono; animal, como todos vocês.

Espero ter esclarecido algumas dúvidas, (claro que não adentrei muito se não faria um post gigantesco que ninguém leria) e espero que isso possa ajudar alguma forma à minimizar a intolerância religiosa.

Até a próxima :) ,
Ariel